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"EU JÁ MORRI!" (parte 2)

O céu parecia mais baixo hoje e eu senti o sol queimar o meu corpo como se estivesse colocando as mãos em brasa, queimadura, eu sinto a vida como uma queimadura exposta. 
Sinto ela (a vida) queimar a cada copo de álcool e a cada pequeno gesto de fuga da realidade, enquanto caminho nessa linha tênue entre o que existe e o que a gente pensa existir, entre o que existiu e a gente inventou pra tornar o caminho mais suportável, entre o que a gente realmente é e tudo que fizeram de nós, entre o que foi dito e o que foi escutado, entre as muitas versões da mesma maldita história.
Esse mundo paralelo que eu vivo cada vez que fecho os olhos para ouvir aquelas canções de tempos que eu não chego nem perto de saber em qual mundo existiu/existe. Será que realmente existiu?
Olhei mais uma vez pro céu e toda a beleza dessas nuvens carregadas não conseguiu aplacar a agonia de não saber, de não me fazer ser entendida, de ser condenada sem direito de defesa, com apenas testemunhas (falsas) de acusação. 
Eu…