PRIMEIRA VEZ (DE NOVO)

Eu queria ler o meu livro favorito pela primeira vez uma outra vez. Eu queria a sensação de experimentar minha comida favorita pela primeira vez, a constatação de "eu comeria só isso pelo resto da vida". 

Queria voltar na minha primeira viagem longa e sentir a liberdade da estrada entrando pelas minhas veias, queria ter aproveitado melhor esse momento. 

Eu queria ouvir minhas músicas favoritas pela primeiríssima vez e sentir que a música entra pelo meu coração e não pelos ouvidos como parece ser a lógica.

Queria hoje, mais que todos os outros dias aquele abraço pela primeira vez de novo, a sensação de abrigo. A sutileza do toque. A ausência de intenções. 

Eu amaria reviver aquele primeiro passeio a cavalo, a agitação das borboletas no estômago, a despreocupação em sorrir com coisas simples. 

E principalmente, eu daria qualquer coisa pela inocência de não saber (em cada um dos meus seis sentidos) o peso e as consequências de ter sido partida quando eu sequer tinha noção do que essa palavra viria a significar... 

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