Eu que não falo de amor

Não percebemos o amor quando amanhece e  os olhos se abrem com um beijo de bom dia.

Não percebemos o amor no almoço aos risos do programa de domingo na TV.

Não percebemos o amor na força de uma tarde ensolarada de mãos dadas.

Não percebemos o amor numa noite à meia luz, pele a pele e nada mais.

Percebemos o amor na frieza de uma semana inteira de silêncios que não sabem se abraçar.

Percebemos o amor quando o perdão se torna sentido e sincero.

Percebemos o amor nas cartas que são escritas nos olhos que transbordam palavras não ditas.

Percebemos o amor no cuidado que se preocupa com o frio que o outro passa, vontade de esquentar.

Percebemos o amor quando os medos mudam de prioridade e as dores do passado já não ferem mais.

Percebemos o amor quando a porta permanece aberta não importando se faz 0° lá fora.

Percebemos o amor no orgulho engolido pra chegar um pouco mais perto.

Percebemos o amor quando o lugar que nos sentimos em casa não é construído de tijolos, mas de braços que não são apenas braços, são um lar.

E por fim, percebemos realmente o amor quando deixamos ir, mesmo querendo segurar...


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