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Mostrando postagens de Abril, 2016

A piada chamada: Corpo

Da mesma maneira que algumas noites são muito curtas por serem tão boas, outras são longas e parecem que cabem os pensamentos do mundo inteiro. Acredito que nunca entendemos a relatividade do tempo tão bem enquanto somos muito felizes ou quando sofremos, são os picos altos da vida em que as coisas ficam claras. Em um momento você quer dizer “vai devagar, minhas mãos não estão prontas pra ir embora” e dias, meses depois você vai implorar “amanhece, amanhece logo, passe logo dia, acabe logo mês, ano”.
A noite passada foi uma dessas que o peso dos pensamentos de um mundo inteiro pareceu pousar sobre meus ombros, me senti como Atlas, aquele deus grego sentenciado a carregar o peso dos céus para sempre. Tentei manter meus sentimentos de lado e ser um pouco racional sobre a coisa toda e cheguei a algumas conclusões que a gente evita chegar, mas sabe que estão lá no fundo de uma gaveta da mente esperando espaço pra poder vir à tona.
Lembrei de uma amiga que me afastei há algum tempo e que n…