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Mostrando postagens de Abril, 2015

SUPERficial.

Toque-me! Ela pede às 2h da manhã sozinha em seu quarto pra ninguém ouvir. No fundo é mais com ela mesma. Um pedido que vá além da rotina imediata dos dias, dos choros escondidos, dos risos repreendidos. Aprendeu cedo demais que não pode fazer igual ao sobrinho de 1 ano que quando não atendido se joga no chão e chora sem cerimônias em lugar nenhum, é preciso esconder as fragilidades, ninguém está aqui pra ver a vulnerabilidade alheia.
E toda vez, ela se repreende e sente um ar de derrota interna quando qualquer delicadeza a mais lhe escapa pelos olhos. Olhos que ela busca deixar impecavelmente secos, limpos de qualquer sentimento. E é claro, algumas tantas vezes falha miseravelmente em não ser mais uma criança assustada que chora por um motivo qualquer do dia-a-dia, por um grito que lhe fere os ouvidos, por uma incompreensão de posição. Ela percebe aos poucos que o sentimento de ser deixada na escola um pouco além do horário e se sentir perdido nunca passa, só sofre adaptações, com pe…