Pegando minhas asas de volta...

Calei-me para os meus erros saindo de várias bocas numa noite de céu nublado. Calei-me ao som da batida do meu coração, agora não mais ansioso, abstraído só. Calei-me não por falta de argumentos, apenas não quero mais retrucar meus erros citando os erros de outra pessoa como se justificassem os meus, embora constantemente façam tal ato comigo, fizeram ontem, fizeram hoje, eu sei que o farão amanhã também.

Não importa, não acredito que um erro justifique outro e mesmo quando meu erro é simplesmente o reflexo de um outro ato, não direi, não preciso disso, apenas digo, errei... Assumo a infantilidade do meu feito, assumo as consequências, pago a conta, pago a língua, pago o tempo (meu tempo), pago caro, acho é pouco e até gosto. Tenho a personalidade um pouco fênix, desfaço em cinzas só para ressurgir de novo do fogo de onde eu pertenço (aquecedor e letal) em carne, ossos e asas. Cicatrizada, criando resistência a cada novo golpe, a cada nova dor.

Tudo que eu sempre quis foi voar, vou continuar querendo voar, isso é quem eu sou, mas não dispenso mais a companhia, o céu é grande, o tempo é curto, todo mundo voa (mesmo que não saiba, mesmo que não aceite). E assim como as estrelas sozinhas não são tão encantadoras, os pássaros parecem mais certos em conjunto...


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