Déjà vu

20 h. Anoiteceu, mas o tempo continua lento.

Depois das 23 tudo muda, meus ponteiros aceleram.

Minutos passam em horas e quando eu vejo o dia já amanheceu.

Amanheceu rápido para passar devagar.

Sinto cada articulação do relógio nos meus batimentos.

Conto os passos com tranquila inquietação.

Aproveitando meu momento mais calmo.

Não há pressa pra chegar onde a bussola indica.

Anseio, sim, pouco a pouco, minuto a minuto.

Não quero correr, confesso meu medo da conclusão.

Sei de cor onde esse caminho costuma levar...

Antes dos seus pés tomarem consciência do passo

Eu pressinto sua direção...


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