Canto meu.

Enquanto a chuva não vem eu deixo meu corpo descansar no chão frio, permitindo que o vazio absorva um pouco do calor de minhas mãos e gradativamente esfrie o centro dos meus problemas, o centro do que sou. Pergunto-me como o mesmo material pode aderir tantas finalidades diferentes, pode ser atingido de variadas formas que não deveriam danificar em nada a função que possui, mas danificam, danificam todo um sistema, comprometem as engrenagens, a lucidez, a concentração...

Chegue mais perto enquanto encaro o teto como mil telões de um mundo que só pertence a mim. Não fale nada enquanto minha cabeça canta uma melodia própria que eu adoraria poder reproduzir para que fosse ouvida por você também, mas minhas habilidades são limitadas, meus membros desajustados não respondem prontamente meus comandos...

Eu tento mesmo assim, canto pra você, o canto que eu fiz só pra mim...


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