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Mostrando postagens de Julho, 2013

Sexto sentido.

O quanto cabe no espaço de uma palavra a outra? O quanto cabe no silêncio entre uma pronuncia e outra? O quanto de silêncio cabe nas minhas falas? O quanto cabe entre a dúvida e a certeza? O quanto de verdade cabe nas estórias? O quanto de simplicidade cabe naquilo que é complexo? O quanto de entrelinhas cabe nas minhas palavras ditas? O quanto cabe no tempo que me leva a conseguir concluir algo? O quanto de você cabe em mim? O quanto de mim cabe em você?
O tempo e o seu passar tão relativo me fala da necessidade de se aprender a conviver com entrelinhas, com meios termos, com subjetividades, com figuras de linguagem. E também há a questão de aprender a usá-las apropriadamente. Leva tempo para se perceber que nem tudo pode ser dito, que nem tudo pode ser perguntando e que, na maioria das vezes, a convivência com a dúvida é algo importante para reconhecer às verdades primordiais que são escondidas em “ações” aparentemente insignificantes. Sinta essas entrelinhas. Um determinado jeito …